Após a última edição realizada em Campinas (SP), a 61ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) retorna à região amazônica com início no próximo domingo (12/7), no campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), em Manaus (AM), com o tema “Amazônia: Ciência e Cultura”. A programação se encerra no dia 17 de julho.
Os organizadores da maior reunião científica da América Latina, que terá cobertura diária da Agência FAPESP, esperam receber milhares de pesquisadores, docentes e estudantes do ensino superior, médio e fundamental, além de autoridades e gestores públicos. Para mais informações clique aqui.
“Hoje, o mundo está preocupado com a guerra nuclear, mas essa ameaça vai desaparecer. A guerra do futuro será entre os que defendem a natureza e os que a destroem. E a Amazônia vai ficar no olho do furacão. Cientistas, políticos e artistas desembarcarão aqui para ver o que está sendo feito com a floresta.” (Jacques Yves Cousteau. 1910-1997)*
Nas Américas, especialmente no Brasil, pouco sobrou das florestas nativas que existiam na época do descobrimento. Em outros países, como os Estados Unidos da América, não é diferente. Entre os próprios ambientalistas existem pontos de discórdia quando o assunto é desenvolvimento sustentável para a Amazônia, pois as mesmas convicções que criticam o uso das florestas nativas para a produção de celulose e derivados norteiam as restrições feitas contra a utilização das árvores de reflorestamento. As florestas são patrimônios da humanidade e que devem permanecer intocadas para garantir a sobrevivência do planeta, enquanto que a monocultura – eucaliptos – é condenada por acabar com as outras espécies de vida.
Manter a Amazônia intacta é um desafio para os governantes da América do Sul. O bioma amazônico estende-se pelos territórios da Bolívia,Brasil,Colômbia,Equador,Guiana,Guiana Francesa,Peru,Suriname e Venezuela totalizando 5,5 milhões de KM². Esse imenso tesouro verde atiça a cobiça de exploradores que querem destruir a floresta para retirar suas riquezas.
A biopirataria é outro desafio a ser enfrentado pelas autoridades dos países que compõem o bioma. Em 2002, mais de 100 representantes de pescadores, artesãos, povos indígenas, agricultores, extrativistas, ONG's, de 32 paises participaram da Oficina Internacional "Cultivando Diversidade", cujo encontro realizou-se na cidade de RioBranco, capital do estado do Acre, Brasil, nos dias de 09 a 19 de maio daquele ano. Da reunião foi extaída uma declaração que ficou conhecida como "Compromisso de Rio Branco" onde as entidades assumem publicamente o compromisso de lutar pela proteção e preservação de todo o ecossistema da floresta. Veja aqui o documento na íntegra.
Cientistas tem feito pesquisas relacionadas ao clima e a biodiversidade local com mais intensidade depois que Charles Darwin, em 1859, publicou o livro “A origem das espécies", porém, poucas voltadas para o meio produtivo. Hoje é possível verificar projetos que valorizam a mão-de-obra da região, bem como os produtos que são extraídos sem degradar a floresta.
Pois bem, como manter as características vitais do bioma e ao mesmo tempo garantir produção sustentável aos povos da floresta? A questão continuará sem uma resposta definitiva que satisfaça às necessidades de cuidados com a região, porém, há uma percepção de que o Norte da América do Sul está sendo cada vez mais valorizado. Programas são exibidos na televisão, cuja ambientação é feita na floresta amazônica, e retratam aspectos fundamentais da cultura local. Seminários e encontros como os da Oficina Internacional "Cultivando a biodiversidade" realizados na floresta contribuem para que os brasileiros que vivem em outras regiões do país conheçam os, também brasileiros, que vivem na floresta.
*Frase atribuída à Jacques Yves Cousteau, que a teria dito em 1982, durante a sua expedição científica pela Amazônia, por Luiz Carlos Marin na edição de julho/2004 da revista Superinteressante.
A Administração de Recursos Humanos tem muitos desafios a serem superados no século XXI. A adaptação às novas exigências de um mercado cada vez dinâmico, complexo e competitivo tem que ser efetivadas rapidamente. Segundo Philip Kotler, o mais influente consultor de marketing da atualidade, qualquer departamento, pessoa ou função somente se justificará se contribuir para a atividade fim da empresa.
Nesse contexto as atribuições do Gestor de Recursos Humanos assumem um papel que vai além de processar a folha de pagamento ou atualizar os registros de funcionários. De acordo com Kevin Berchelmann,- dossiê RH da revista HSM Management, set/out 2006 -a ARH adquiriu dimensões fundamentais para o planejamento estratégico das organizações. Parece irônico, diz ele, as atuais responsabilidades da ARH ficaram tão significativas que não podemos mais deixar que tome decisões isoladas.
Para os gestores envolvidos com o processo produtivo o Departamento de Recursos Humanos é visto como um custo desnecessário e nas épocas de crise a lógica administrativa diz que reduzir custos a partir dele é a melhor alternativa para superar as dificuldades. A visão míope faz que os administradores tomem decisões apressadas e equivocadas que acarretam invariavelmente na redução do quadro de funcionários.
O esforço feito para captar talentos, dentro ou fora da organização só não é maior que o dispêndio necessário para manter o capital humano dentro da organização. Para os administradores de RH a tarefa de “garimpar” talentos no mercado ou reconhecê-los dentro do quadro de funcionários, sem a participação dos demais departamentos é nula. Kotler e John Caslione no livro “Vencer no caos”, recentemente lançado, dizem que por mais tentador que seja o administrador deve adotar a postura de não demitir, principalmente se for só para garantir resultados de curto prazo. O risco é ter que recontratar esses profissionais quando a situação melhorar, porém, com custos mais elevados.
O presidente do Brasil, Luís Inácio Lula da Silva, frequentemente fala em seus discursos, que não cabe aos países emergentes o ônus da crise financeira que tem seu principal foco na maior economia do planeta, os Estados Unidos da América. Lula foi duramente criticado pela imprensa local por falar em evento oficial com o primeiro-ministro britânico Gordon Brownque a atual crise não nasceuentre os índios e os negros, e sim nos países de gente branca e de olhos azuis. Inicio esse artigo com esse discurso para mostrar a sutileza com que fatos e tendências dentro da economia ganham novas cores e novos sabores.
Artigo publicado na revista Exame, 20 de maio de 2009 desperta o interesse devido a situações que envolvem os mercados emergentes como base para lançamento de novos produtos. Recentemente neste blog foi publicada a inovação de um produto produzido em Portugal. Dessa vez o autor pretende falar um pouco do aspecto econômico ao se desenvolver produtos e tecnologias nos países emergentes.
Sob o título de “A solução veio dos emergentes”, a revista Exame relata o “trickleup”, termo com sentido inverso ao que os economistas chamam de “trickledown”. A expressão original (trickledown) significa “pingar para baixo”,que no bom economês diz que as riquezas produzidas e acumuladas nos países ricos escorrem naturalmente para os países mais pobres. O exemplo mostrado pela revista destaca quatro momentos da versão do xarope Vick, da Procter&Gamble, cuja fórmula produzida para atender inicialmente o mercado mexicano em 2003. Somente no ano seguinte chegou ao Brasil, em 2005 nos EUA para atender as comunidades hispânicas da Califórnia e do Texas e, em 2008 ganhava o mercado suíço com embalagem nova e o apelo de ser um produto homeopático.
As terminologias, talvez, sejam apenas termos técnicos, nada mais do que isso. É perceptível que no movimento “trickledown” o produto é produzido no país no qual a organização tem sede administrativa, enquanto que no movimento “trickleup” a inovação é concebida e produzida no país emergente e que certamente arcará com o ônus da produção. Quando se aborda o ciclo de vida de um produto, a fase que acumula os custos e que ainda não há possibilidade de geração de receitas é omitida. É exatamente nesse ponto que os CEO’s precisam atuar, cortando gastos, para aumentar a margem de lucro.
A velocidade com que novos produtos são lançados no mercado, aliada a necessidade de redução de custos faz com que o tempo decorrido desde o planejamento e a introdução da coisa produzida seja cada vez mais curto, algo que pode ser comprometedor se não forem adotadas medias para assegurar a qualidade.
Marketing autêntico não é a arte de vender o que você faz mas saber o que fazer. Philip Kotler
Há cerca de trinta dias os veículos de comunicação divulgaram a denúncia feita pela Organização Não Governamental Greenpeaceque consiste em dizer as indústrias produtoras de papel higiênico destroem as florestas nativas no norte do Canadá. Para deixar o papel branquinho e com a textura extra macia além da derrubada de árvores é necessário também, a utilização de produtos químicos que descartados no meio ambiente, declaram os ambientalistas.
Nesta semana o produto de higiene pessoal mais democrático do planeta voltou a ser alvo das atenções dos jornalistas e “blogueiros”, porém dessa vez o papel higiênico é mostrado em grande estilo. A Renova, indústria portuguesa líder na produção de toalhas e lenços de papel 100% reciclado criou o papel higiênico colorido. Vejam só, a principal diferença , visivel dos produtos da Renovagreen para os papeis tradicionais está na cor, a empresa é pioneira na produção do papel higiênico preto. A bem da verdade, o produto já existe há pelo menos 4 anos, e somente agora parece estar chegando em terras sul americanas. O Renovablack, como é chamado o papel higiênico preto, teve seu lançamento em solo nativo, ou seja, em Portugal, para logo em seguida ganhar o mercado espanhol e o inglês. Como não poderia deixar de ser, a novidade chegou a cidade mais cosmopolita do planeta, New York, USA. A inovação impressionou tanto os novaiorquinos que se seu principal jornal, o New York Timesencaminhou representante à terra de Camões para ver o que estava acontecendo por lá e conhecer os idealizadores do tão inusitado produto.
Philip Kotler, notadamente o mais conhecido consultor de Marketing da atualidade, diz que a globalização e a tecnologia são duas poderosas forças que impelem as organizações a mudarem seus produtos. A empresa que tem a capacidade inovar e mudar rapidamente tem vantagem competitiva sobre a concorrência.
É difícil imaginar atividades de “brainstorming” em torno de um rolo de papel, principalmente se for um produto consolidado no mercado e que não tem sinais visíveis de entrar em declínio. Esta se falando de um produto fabricado e utilizado da mesma forma desde o século XIXe de repente surge uma idéia nova (ideia colorida seria o correto) e mostra efetivamente aquilo que os teóricos falam nos livros: uma idéia simples, se bem executa vale mais que as idéias complexas, as dificuldades de conceber uma inovação pode tornar-se um pesadelo na hora da execução.A Renova aplicou à simplicidade do produto cores vibrantes azul, verde, laranja, pink, vermelho e o básico preto. O fabricante diz que os produtos ficaram bonitos que será difícil utilizá-los apenas para a finalidade a que forma criados.
Portanto não estranhe se surgirem papeis higiênicos na novela das oito horas, nos talk shows, boates, shoppings (na sua boutique favorita), no banheiro da sua casa e... acredite. Até em cima da mesa de jantar. O impacto positivo causado pelo produto é tão forte que muitos restaurantes europeus estão retirando ele dos banheiros e colocando nas mesascomo guardanapos.
A Renovagreen apresenta-se como gama de produtos de higiene e limpeza100% reciclados, biodegradáveis e não tóxicos, certificada com o Rótulo Ecológico europeu.
"Dizer 'maconha' é espalhar um rastro de discórdia". Fernando Gabeira
A maconha, a droga mais conhecida e a mais polêmica distribuída no Brasil, tem defensores sobre a sua liberação/descriminilização inclusive nos membros do Poder Executivo do Governo Federal.
Por ter participado da Marcha da Maconha realizada no dia 09 de maio de 2009, o Ministro do Meio Ambiente Carlos Minc foi convocado a prestar esclarecimentos à Comissão de Segurança Pública da Câmara que atendeu ao requerimento do Deputado Federal pelo PMDB-DF, Laerte Bessa.
O prior do apostolado da Opus Christi, João Carlos Costa, afirmou que encaminhou denúncia ao Ministério Público Estadual, para ele a manifestação não passa de apologia ao crime não deve ser tolerada em ambiente frequentado por criança.
De tempos em tempos a imprensa divulga reportagens sobre a liberalização/descriminilização da maconha. O fato não ocorre apenas no Brasil, recentemente o governador da Califórnia, USA, pelo Partido Republicano, Arnold Schwazenegger defendeu publicamente o uso da droga para fins recreacionais como alternativa aumentar a arrecadação de impostos. O projeto prevê a liberação do entorpecente para uso não terapêutico/medicinal desde que incida sobre os ombros dos usuários pesados impostos. A projeção do recolhimento chega US$ 1,3 bilhão ao ano graças à marijuana. Resta saber se o estado não vai gastar esse montante em tratamento de saúde para os “malucos” da região. O fato de taxar a droga pode elevar o seu custo para o usuário que sem outra opção poderá migrar para o uso de outras substâncias ilícitas, porém com preços inferiores.A UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo nos ajuda a responder a pergunta título desse artigo bem como nos ajuda a conhecer um pouco mais sobre os efeitos da maconha em nosso organismo.
Maconha
1. Histórico e origem da maconha
A palavra maconha provém de cânhamo (Cannabis sativa), que é um arbusto de cerca de dois metros de altura, que cresce em zonas tropicais e temperadas. O princípio ativo da planta é o THC (tetra hidro canabinol), sendo ele o responsável pelos efeitos que a droga causa no organismo. A folha da maconha é conhecida por vários nomes: marihuana ou marijuana, diamba ou liamba e bangue. O haxixe é uma preparação obtida por grande pressão que se torna uma pasta semi-sólida, que pode ser moldada sob a forma de bolotas e que tem grande concentração de THC.
A maconha é conhecida do homem há milênios. O uso dessa droga passou por várias etapas ao longo dos séculos. Como medicamento ela foi usada há quase 5000 anos na China. No II milênio da era cristã ela chegou ao mundo ocidental. A primeira referência de maconha no Brasil é do século XVI. Nos Estados Unidos ela era muito utilizada como hipnótico, anestésico e espasmolítico. Porém o seu uso terapêutico declinou no final do século passado. A razão para o desuso médico da droga foi a descoberta que a droga se deteriorizava muito rapidamente com o tempo, e consequentemente ocorria a perda do seu efeito clínico. Uma outra causa foi o relacionamento do seu uso não-médico (abuso) da maconha à distúrbios psíquicos, ao crime e à marginalização.
Nos meados da década de sessenta houve um aumento do uso da maconha nos Estados Unidos, principalmente entre os jovens. Esse uso se difundiu para a Europa e países em desenvolvimento. No Brasil, o consumo é feito geralmente por jovens da classe média das grandes cidades e também por estudantes do primeiro grau. A legislação brasileira considera o uso e o tráfico da droga um crime.
A Marcha da Maconha encontrou espaço restrito na mídia brasileira, onde os grandes veículos de comunicação do país ainda não perceberam justificativas para defender o uso livre da substância e limitam-se apenas a divulgar o evento sem alardes, apesar de alguns jornalistas de projeção nacional tendo opiniões favoráveis a isso, como por exemplo, Arnaldo Jabour que defende a liberalização da droga em artigo divulgado pela rádio CBN em rede nacional.
O debate parece ser longo e acalorado, a legislação o tema referente aos entorpecentes apenas como caso de polícia, na verdade a força repressiva nessa situação deve ser encarado como sendo o final da sequência de óbices sociais. É a família desestruturada, o ingresso das mães no mercado de trabalho, é a ausência de ações sociais executados pelo Estado. A percepção de que o combate as drogas ou a liberação definitiva para finalidade recreacional precisa ser debatida com a sociedades através de ampla parceria com assistentes sociais, médicos, nutricionistas, advogados, entidades religiosas, pedagogos e... no fim da lista entra a força policial, ainda assim, para reprimir ou punir os crimes praticados para obtenção da droga e não pelo consumo.
A invasão chinesa anterior que sofremos foi devastadora para a indústria têxtil do Brasil. Milhares de postos de trabalho foram dizimados pela entrada dos produtos chineses. Mesmo com a qualidade desses produtos sendo constantemente questionada pelos empresários do setor a China introduz seus produtos em nosso mercado com valores competitivos. Aparentemente não se trata de transações desleais, pois até hoje não vi nenhum veículo de comunicação citar algum economista que afirme que os orientais estejam se valendo de dumping ou de outro artifício ilegal às relações internacionais. Porém há quem afirme que os direitos dos trabalhadores estariam sendo desrespeitados acintosamente pelos empresários enquanto o governo chinês faz "vista grossa".
O jornal Valor Econômico da última quarta-feira, 15de abril de 2009, diz que o fim do acordo bilateral entre os dois países – Brasil e China – determinou o aumento de 56% nas importações originadas no país asiático. Com o término do acordo, empresas brasileiras passaram a adquirir maior quantidade de peças de roupas; camisas de malha aumentaram o volume comercializado em 236%, jaquetas 260%, suéteres 286% produtos em seda 147% e os de veludo tiveram um acréscimo de 805%. Os dados referem-se ao primeiro trimestre de 2009 em comparação ao mesmo período de 2008.